sábado, 29 de janeiro de 2011

Maconha

Olá pessoal! Quem escreve é o Bruno e eu vim falar um pouco sobre a história da maconha e como essa droga age no organismo humano. Boa leitura!

Certas substâncias de origem vegetal capazes de alterar a consciência e transportar o homem para uma dimensão não comum fazem parte da História da humanidade desde épocas remotas. O uso de tais substâncias é uma questão complexa, pois abrange fatores culturais, religiosos e até medicinais. Dentre essas drogas, a maconha talvez seja a mais amplamente estudada, e seu uso terapêutico é ainda contraditório e polêmico.
A Cannabis sativa, nome cientifico da maconha, tem sido cultivada pelo homem há mais de 5000 anos com finalidades diversas: obtenção de fibras para manufatura têxtil, fins terapêuticos e uso recreacional.


O primeiro relato do uso de maconha para fins medicinais vem da China, na era do imperador Shen-Nung (2700 a.C). Na época, a planta era usada no tratamento de dores reumáticas, constipação intestinal, enfermidade do aparelho reprodutor feminino e malária. No Ocidente, pesquisas sobre o potencial terapêutico da maconha começaram apenas no século XIX. De lá para cá muitos ingredientes psicoativos da planta foram descobertos, os quais foram denominados de fitocanabinóides. Atualmente, pesquisadores tentam compreender os mecanismos de atuação dessas substâncias no Sistema Nervoso a fim de sintetizar fármacos capazes de reproduzir os efeitos terapêuticos da droga e ao mesmo tempo evitar os efeitos maléficos da mesma, como a dependência.
Hoje se sabe que a maconha contém pelo menos 66 fitocanabinóides, dentre eles o Δ9-Tetrahidrocanabinol (THC) é o mais estudado. Grande parte dos efeitos comportamentais da maconha é mediada pelo THC, que pode interagir com dois tipos de receptores canabinóides encontrados no organismo: CB1 e CB2. Os receptores CB2 são encontrados principalmente em tecidos periféricos. Já os receptores CB1 distribuem-se no Sistema Nervos Central (SNC).


Efeito sobre o organismo

O mecanismo de ação do THC sobre o sistema Nervoso Central ainda não está bem esclarecido e os efeitos da maconha dependem da sensibilidade do usuário e da qualidade da maconha fumada, uma vez que a concentração de THC na planta pode variar de acordo com o solo, clima, estação do ano, época de colheita e tempo decorrido entre o período de colheita e o uso.  
Hoje já se sabe que alguns receptores de THC localizam-se nos neurônios opióides endógenos e uma interação entre esses neurônios e os neurônios dopaminérgicos do sistema límbico (Sistema de Recompensa Cerebral) provoca a liberação de dopamina na fenda sináptica, o que é responsável pelo efeito clínico de euforia e prazer relacionados ao uso da droga.
A maconha não causa uma reação típica e aplicável a todos que a usam. Ela pode tanto causar sensação de bem estar acompanhada de calma, relaxamento e vontade de rir, como pode causar angústia, medo, tremores e sudorese. Também pode haver perturbação da noção de tempo/espaço e prejuízo da memória e atenção.
Doses exageradas podem provocar delírios, que se caracterizam pelo juízo errado do que é visto ou escutado. Já o uso crônico da droga interfere na capacidade de aprendizagem e memorização, o que pode induzir a Síndrome de amotivação, que é um distúrbio comportamental, no qual o individuo sofre de alterações cognitivas, que podem se manifestar por meio de déficit de atenção, diminuição da capacidade de concentração, dificuldade para tomar decisões etc.; e alterações volitivas, como diminuição do interesse pela aparência pessoal, apatia, redução de produtividade e perda do interesse pelas atividades sociais. O uso crônico da maconha ainda pode causar a queda dos níveis dos hormônios masculinos, contribuindo para a infertilidade nos homens.

O link abaixo direciona para uma animação muito didtática sobre a ação da maconha no organismo.

Bruno Sakamoto- MED 92


Referências Bibliográficas
Revista Scientific American Brasil edição especial nº 38. Consciência Alterada: O Universo paralelo das drogas

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