sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Doença de Huntington

 Oi pessoal! Hoje eu (Bruno) vim falar sobre a Doença de Huntington, tentando abordar um pouquinho das causas, sintomas e tratamentos dessa doença. Espero que gostem!


A Doença de Huntington (HD) é uma patologia genética neurodegenerativa rara que acomete 10 pessoas a cada 100.000, transmitida por herança autossômica dominante. A causa da doença está associada à repetição da sequência dos nucleotídeos citosina, adenina e guanina (CAG), a qual codifica o aminoácido glutamina, no braço curto do cromossomo 4.
Em um individuo saudável, esta sequência tem menos de 20 repetições, mas em um indivíduo portador do gene de Huntington esta sequência aparece mais de 40 vezes. A repetição CAG codifica um longo domínio de poliglutamina na proteína expressa, que foi denominada huntingtina e cuja função ainda não foi muito bem elucidada.
O processo patológico pode advir de um ganho tóxico de função da huntingtina. Uma das hipóteses é de que estes segmentos de poliglutamina causem ligações anormais em proteínas celulares, interferindo em processos essenciais como a atividade mitocondrial.
Para examinar o mecanismo de agregação e expansão das poliglutaminas, um grupo de pesquisadores chefiado pelo Dr. Wen Yang da Universidade de Oxford produziu in vitro agregados de polipeptídios de poliglutamina e em seguida os introduziu em meios de cultura contendo células de mamíferos. Os agregados de poliglutamina que se concentraram no citoplasma tiveram pouco impacto na viabilidade das células. Já os agregados de poliglutamina nucleares promoveram sinais catastróficos de morte celular. Isso mostrou que os agregados nucleares de poliglutamina são extremamente neurotóxicos e estão relacionados com a Doença de Huntington.


Outras pesquisas foram capazes de evidenciar, por meio da técnica de PCR, alterações bioquímicas importantes na HD, como aumento da taxa de deleções do DNA mitocondrial nas regiões do lobo occipital e putâmen, causado principalmente pela formação de espécies reativas do oxigênio. Foram encontradas também alterações nas cadeias transportadoras de elétrons presentes no núcleo caudado.


Através do estudo neuroquímico foi constatada uma redução considerável do neurotransmissor GABA (ácido g-aminobutírico)- principal neurotransmissor inibitório do Sistema Nervoso Central- em todos os Núcleos da Base, sobretudo no Núcleo Caudado e no Putâmen. É muito provável que a perda dessa inibição esteja associada a movimentos distorcidos. 
Já a demência, provavelmente, ocorre em função da perda de neurônios secretores de acetilcolina - que pode ser tanto inibitória quanto excitatória, dependendo do local de atuação- em áreas cerebrais responsáveis pelo pensamento,como o córtex pré-frontal.

Em geral a HD manifesta-se em pessoas entre 20 e 50 anos de idade, e é caracterizada por sintomas psiquiátricos, motores e cognitivos progressivos.

Sintomas Psiquiátricos

Os principais sintomas psiquiátricos são irritabilidade, ansiedade e apatia. Alguns indivíduos podem apresentar depressão por longos períodos, além de mudanças comportamentais, como explosões agressivas, impulsividade, mudança de humor e afastamento social. Um aspecto importante é que traços da personalidade podem se tornar exacerbados. Por exemplo, uma pessoa que tinha tendência de ser irritável, irá se tornar ainda mais irritável.

Sintomas Motores

Os sintomas físicos consistem em inquietação, contrações musculares e agitação excessiva. Pode haver dificuldades na escrita e em atividades cotidianas que envolvam coordenação e concentração. Esses sintomas iniciais evoluem gradualmente para movimentos involuntários mais marcados da cabeça, tronco e membros. O andar é marcado por movimentos mais intensos dos braços e pernas, que causam um tipo de marcha balançante e titubeante, uma anormalidade que é particularmente característica na HD. A fala e a deglutição também podem ser prejudicadas.

Sintomas Cognitivos

Os primeiros sinais de perturbação cognitiva são mudanças intelectuais, que podem envolver habilidades reduzidas para organizar assuntos de rotina, ou para lidar com situações novas. Como as pessoas que sofrem de HD apresentam envelhecimento mental precoce, a memória também é comprometida.

Exames e Tratamento

Como a Doença de Huntington é marcada por perda de células nervosas do corpo estriado, especialmente no Núcleo Caudado e no Globo Pálido, a doença pode ser identificada por meio de tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que mostram ventrículos dilatados com característica aparência de borboleta dos ventrículos laterais, uma conseqüência da degeneração do núcleo caudado. Exames de sangue, urina e líquor não mostram anormalidades.
Podem também ser feitos exames genéticos para análise do número de repetições da sequência CAG no braço curto do cromossomo 4.
Ainda não há tratamento específico capaz de impedir completamente a progressão da doença, mas podem ser utilizadas drogas que reduzem os sintomas, como reposição GABAérgica pelo uso de drogas GABAmiméticas e drogas que combatam a depressão.


Bruno Sakamoto- MED 92

As drogas e a Doença de Parkinson

Ae galerinha, eu sou o Caio Rocha, mais conhecido como Justin Bieber, e o tema do post de hoje será: como o uso de drogas pode induzir o Mal de Parkinson?

Bom, fizemos uma apresentação no dia 08/12/2010 sobre o tema do nosso blog, o Giratório falou sobre o Mal de Parkinson e o nosso professor MHL (Marcelo Hermes-Lima) comentou sobre uma história que eu achei interesse contá-la aqui antes de descrever bioquimicamente o porquê de uma determinada substância poder causar a Doença de Parkinson.

- Aproximadamente na década de 80, jovens queriam uma droga capaz de simular os efeitos da heroína, e então foi criada sinteticamente.

- Entretanto os usuários dessa droga simuladora da heroína começaram a apresentar, após certo tempo, um quadro muito semelhante ao dos portadores da Doença de Parkinson.

Foi aí que surgiu uma hipótese de muita credibilidade no meio científico que publicarei aqui:

Como o Sakamoto explicou, uma das principais causas dessa doença é a destruição dos neurônios dopaminérgicos da via nigroestriatal.


A droga que descrevi na história acima possui um metábolito denominado 1-metil-4-fenil-1,2,3,6-tetrahidropridina (MPTP) que, a princípio, é atóxico. O MPTP pode atravessar a barreira hemato-encefálica e é rapidamente captado pelos neurônios dopaminérgicos, atuando seletivamente sobre eles. Na presença da enzima MAO-B (monoamina oxidase B), o MPTP é transformado em MPP+, que é tóxico.

A mitocôndria é uma importante organela em cujo interior se processa certas etapas da oxidação da glicose, que gera a energia necessária para nos manter vivos. 


Além do Ciclo de Krebs, é na mitocôndria que ocorre a cadeia transportadora de elétrons, que é a etapa final da respiração celular. Essa etapa é divida em 4 fases (complexos I, II, III e IV) e é quando ocorre um fluxo de elétrons das coenzimas reduzidas (NADH e FADH2) ao oxigênio, o que permite um bombeamento de prótons na membrana da mitocôndria. Esse bombeamento é responsável pela maior parte da produção de ATP (trifosfato de adenosina) do nosso metabolismo.

O MPP+ é um inibidor da enzima mitocondrial (NADH CoQ1 redutase) do complexo I da cadeia transportadora de elétrons e, ao adentrar a célula, interferirá as oxidações mitocondriais, provocando um estresse oxidativo e consequentemente um acúmulo de radicais livres. Caso isso aconteça nos neurônios da via nigro-estriatal, poderá ocorrer a destruição irreversível destes. Conforme foi explicado, a via nigro-estriatal está ligada ao sistema motor, o que explica como o uso de drogas induz sintomas do Parkinsonismo!


Ufa, terminei! Valeuzão aí por agüentar ler até o final e nos vemos em breve!
Abraços e beijocas do Bieber! ;D
Caio Rocha MED92

Referências Bibliográficas

-> www.bioq.unb.br/htm/textos _explic/cte.htm 
-> http://www.ff.up.pt/toxicologia/monografias/ano0506/paraquato/parkinson.html
-> Imagens adaptadas de WebMD 2002
 -> DEVLIN, Thomas. Manual Bioquímico com Correlações Clínicas - 6ª ed.
-> Liga de Neurocirgurgia - www.sistemanervoso.com

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Doença de Parkinson

E aí, galera! Aqui é o Dig's (Diogo).

Hoje, gostaria de explicar sobre a Doença de Parkinson, uma neurose muito importante que afeta cerca de 1% de toda a população mundial com idade superior a 50 anos.


CONCEITO

A Doença de Parkinson é uma doença neurodegenerativa (decorrente de disfunções funcionais dos neurônios) e idiopática (causas pouco conhecidas). Caracteriza-se pelos seguintes sintomas:

- Tremor em repouso: o portador treme quando não está realizando movimentos voluntários. Em estágios avançados, ele pode apresentar o tremor mesmo ao se movimentar.
- Rigidez muscular: os músculos tendem a exibir maior resistência quando em movimentos passivos.
- Lentidão de movimentos: mesmo querendo e tentando se movimentar voluntariamente, o portador não consegue ter a mesma velocidade de movimentação de uma pessoa normal.
- Acinesia: é um sintoma de um estágio rígido, caracterizado por um grave comprometimento da mobilidade, podendo, inclusive, levar à morte do portador.


Observe, na figura abaixo, que o indivíduo apresenta diversos distúrbios motores característicos da doença.
Como exemplos, há compromentimento da expressão facial (que se torna invariável, como uma máscara), salivação excessiva, tronco inclinado para frente, perda de peso, comprometimento dos reflexos, fraqueza óssea e tremores das mãos (como se o paciente estivesse rolando uma pílula entre os dedos indicador e polegar).




Além do compromentimento motor, a doença de Parkinson também pode desencadear  um quadro de  depressão e ser acompanhada de disfunções cognitivas.

Assista ao video abaixo! Ele traz, de maneira bem simplificada, como detectar os sintomas da Doença de Parkinson. (O vídeo está em inglês! Encare como uma boa oportunidade para aprender sobre Parkinson e, de quebra, ainda praticar a língua do Tio Sam!)
:  )






CAUSAS

A Doença de Parkinson é idiopática, ou seja, não apresenta uma causa claramente conhecida. No entanto, há diversas teorias que tentam explicar a sua ocorrência.


A principal delas afirma que a enfermidade é decorrente de uma denegeração dos neurônios dopaminérgicos da substância nigra, que compõe os núcleos da base, descritos anteriormente no blog pelo Lucas Giratório

Uma das vias principais que apresenta um déficit funcional no sistema dopaminérgico é a via nigroestriatal, que é a conexão entre a substância nigra e corpo estriado (estriato). A via nigroestriatal está intimamente relacionada ao controle motor da atividade muscular, o que explica o fato dos portadores da Doença de Parkinson apresentarem compromentimentos em seus movimentos.




Recentemente, surgiram teorias que correlacionam a presença de corpos de Lewy na via nigroestriatal e a ocorrência de sintomas parkinsonianos. De maneira resumida, os corpos de Lewy são depósitos intraneuronais da proteína alfa-sinucleína. Em condições normais, alfa-sinucleína participa na regulação da diferenciação celular, na sobrevivência celular e na neurotransmissão dopaminérgica. 

Vários fatores genéticos e o estresse oxidativo podem estar relacionados com o surgimento dos corpos de Lewy. Alguns cientistas defendem que disfunções no DNA mitocondrial, aumento dos níveis de ferro livre e a perda ou diminuição dos mecanismos de defesa contra radicais livres são possíveis fontes que induzem o aumento do estresse oxidativo nos neurônios. Outros alegam que seriam as responsáveis pela formação dos corpos de Lewy seriam mutações no gene da alfa-sinucleína.

Veja, na figura abaixo, a presença de corpos de Lewy (de cor acastanhada) em neurônios. 


TRATAMENTO COM LEVODOPA E CARBIDOPA


A levodopa é um precursor metabólico da dopamina, conforme pode ser visto na reação a seguir:



A ação da levodopa consiste em atravessar a barreira hematoencefálica e ser convertida em dopamina. Assim, resulta em aumento da disponibilidade de dopamina nos neurônios dopaminérgicos da via nigroestriatal. 
Entretanto, como a levodopa se distribui para todo o organismo, pode haver um acúmulo de dopamina não somente no cérebro, mas em diversos outros órgãos e tecidos. Devido aos muitos efeitos adversos que  isso poderia causar, a levodopa é utilizada em associação com a carbidopa. Trata-se de um fármaco inibidor da enzima dopamina descarboxilase (que converte a L-dopa em dopamina) e que não é capaz de atravessar a barreira hematoencefálica. Assim, ele permite que haja a síntese de dopamina para a via nigroestriatal e impede sua síntese na periferia. Visualize a ação da carbidopa no esquema abaixo.




O uso desses fármacos (levodopa e carbidopa) permite uma amenização dos sintomas. Porém, em alguns casos, seu uso contínuo pode provocar o surgimento de uma série de reações adversas. Uma delas é a reação on-off, caracterizada por uma súbita parada do movimentos.  

Os indivíduos portadores de Parkinson que não fazem tratamento experimentam seus efeitos adversos, mas a falta de tratamento (cerca de 5 a 10 anos sem tratamento) pode levar ao estágio rígido, ou seja, à diminuição progressiva dos movimentos.


Bom... Na próxima postagem, o Caio Bieber  irá falar sobre a influência do uso de drogas ilícitas no surgimento na doença de Parkinson.

Diogo Araujo
MED92


Referências bibliográficas:
- http://www.revistaanalytica.com.br/ed_anteriores/23/art04.pdf
- DSM IV (Diagnostic an Statistical Manual of Mental Disorders)
- CID-10 (Classificação Internacional de Doenças)

- http://www.hcnet.usp.br/ipq/revista/vol30/n1/29.html

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Resposta à Pergunta do Seminário

   Boa noite, galera! 
   Ao fim de nossa apresentação, o grupo de Dietas Low Carb nos fez a seguinte pergunta: se o autismo é causado por uma baixa nos neurotransmissores excitatórios, o que explica o brilhantismo lógico ou musical de muitos autistas?
   Bom, primeiro é necessário ressaltar que existem diversos graus e tipos de autismo, então o que for explicado aqui não se aplica a todos os casos!
   Bem, vamos à resposta! Cerca de 10% dos autistas possuem um quadro clínico chamado Síndrome de Savant. Nessa síndrome, o paciente mostra pelo menos uma incrível habilidade intelectual aliada a um enorme déficit de inteligência. As principais habilidades são:
       • Memorização
       • Cálculos extraordinariamente rápidos
       • Cálculos de datas (a pessoa consegue dizer, por exemplo, que dia da semana foi o dia 17/03/1236)
       • Habilidades musicais
       • Habilidades artísticas

   As razões que levam a pessoa a desenvolver essas habilidades não são compreendidas. O fato de estarem muitas vezes associadas ao autismo sugere que haja um fator genético envolvido. Um dos estudos a esse respeito, feito pelo respeitado médico inglês Simon Baron-Cohen, quer mostrar que há uma série de genes que estão relacionados tanto às habilidades matemáticas de uma pessoa quanto à sua propensão a desenvolver o autismo. Outra hipótese é a de que todos nós temos essas habilidades “dentro” de nós, mas geralmente não conseguimos “acessá-las”!



   Um dos casos mais conhecidos de Savant é o de um homem na Inglaterra que possui uma facilidade imensa em matemática, memorização e aprendizado de línguas. A repercussão do caso de Daniel Tammet foi enorme devido ao fato de ele ter sido o primeiro a apresentar a Síndrome de Savant e conseguir se expressar a respeito dela, podendo dizer aos médicos o que sentia e “como” fazia aquilo tudo! Para se ter uma noção das habilidades de Daniel, ele foi capaz de contar até a 22514ª casa decimal do Pi (aquele que nós aprendemos a simplificar como 3,14), além de aprender onze línguas (ele aprendeu o islandês em uma semana) e criar seu próprio idioma.



   Daniel consegue também responder instantaneamente qualquer operação matemática básica proposta. Exemplo: 377 multiplicado por 795. Em uma entrevista a um jornal inglês, Daniel disse que em sua cabeça os números são figuras com cores e texturas. Assim, quando ele vê uma conta matemática, não pensa em dois números “interagindo” e sim em duas figuras que se unem para formar uma terceira. Essa terceira lhe é tão conhecida quanto as outras e ele é capaz de responder à pergunta instantaneamente.

   Essa síndrome não é “exclusiva” de autistas – há relatos de pessoas com outros distúrbios mentais ou danos cerebrais que também a possuem. Mais raro ainda são os casos nos quais a pessoa não sofre de qualquer tipo de transtorno mental ou dano cerebral, mas apresenta as habilidades de um Savant. Esse quadro é chamado de Prodigious Savants (Savants prodígios).
   
   Já pensou se fosse possível controlar essas habilidades? Nossos problemas com as enzimas do Ciclo do Oxaloacetato desapareceriam!



   ps: vou deixar um vídeo sobre o Daniel Tammet pra vocês assistirem! Infelizmente, ele é em inglês e não possui legendas! Caso encontre o mesmo em português eu posto aqui!




Um grande abraço a todos!
Vini

Referências bibliográficas
www.uptodate.com
http://www.guardian.co.uk/theguardian/2005/feb/12/weekend7.weekend2
http://www.timesonline.co.uk/tol/life_and_style/health/article2060584.ece
http://www.psy.dmu.ac.uk/drhiles/Savant%20Syndrome.htm


@neuromed92

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Perguntas do Blog!

Alô alô vocês de novo!
Conforme prometi, estou aqui para responder à seguinte pergunta:

1) Qual a associação entre os gânglios da base e o TOC? (do grupo Extremos da Tolerância Humana)


Primeiramente, faz-se necessário explicar a definição de gânglios da base para correlacioná-la ao TOC.
Gânglios da base são um conjunto de núcleos de substância cinzenta que estão na região subcortical-basal do encéfalo (uma região profunda do encéfalo).

Figura que mostra os gânglios da base (basal ganglis) e algumas estruturas relacionadas

Antigamente, acreditava-se que os gânglios da base estavam mais atrelados ao sistema do controle motor, entretanto estudos recentes comprovaram que os gânglios da base estão, também, intimamente relacionados ao controle de funções cognitivas e comportamentais. Há 5 núcleos principais que fazem parte dos gânglios da base:
- núcleo caudado
- putâmen
- globo pálido
- substância nigra
- núcleo subtalâmico



O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) é uma desordem comportamental caracterizada por obsessões e compulsões que podem prejudicar o portador ou fazê-lo gastar muito tempo fazendo algo que é, a princípio, desnecessário, porém o paciente se vê forçado a fazer tal ação. Estudos e pesquisas com imagens de ressonância magnética demonstraram que é comum os portadores de TOC apresentarem uma diminuição funcional em seu núcleo caudado (que é um dos 5 núcleos principais dos gânglios da base). Há uma hipótese que defende que o prejuízo fisiológico do núcleo caudado poderia levar a uma filtragem incorreta de preocupações que estimularia o córtex órbito-frontal (região cerebral relacionada ao medo condicionado) e, dessa forma, seria desencadeada ações adaptativas, que seriam as compulsões características do TOC. Além dos gânglios da base e o córtex órbito-frontal, acredita-se que um circuito cerebral envolvendo também o tálamo e o giro do cíngulo (intimamente associado ao sistema límbico, o controlador das emoções) seja responsável pela fisiopatologia do TOC.

Espero que tenha ficado legal, obrigador por nos ler e até breve!
Lucas Shiratori, MED92.


Referências Bibliográficas:
- Curso de Neurofisiologia - A FISIOPATOLOGIA DOS GÂNGLIOS DA BASE, do Prof. Dr. Vitor Tumas, do Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto -USP
- Miguel Filho, Eurípedes Constantino - Transtorno obsessivo-compulsivo e os gânglios da base / Obsessive-compulsive disorder and the basal ganglia.
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Perguntas do Blog!

Alô alô vocês!
Queridos amantes de neurotransmissores, hoje vim responder às gloriosas perguntas selecionadas, começando pela pergunta do grupo da Bioquímica do Câncer!

3) Como o uso da PET (Emissao Tomográfica de Pósitrons) pode demonstrar quais regiões do cérebro estão com maior metabolismo de glicose?
PET é a sigla em inglês para emissão tomográfica de pósitrons, que consiste em uma modalidade de diagnóstico por imagem capaz de identificar regiões que metabolizam algum tipo de radiofármaco marcado. Pode-se utilizar tal tecnologia para mapear regiões do cérebro e descobrir os locais de maior metabolismo da glicose.

Exemplo de um tomógrafo utilizado para fazer a PET


Normalmente, é utilizado FDG, que é uma molécula de glicose acrescida de um isótopo radioativo: o flúor-18. A FDG é administrada na veia do paciente, sendo facilmente absorvida pelas células cerebrais, e as células que estão mais ativas absorverão uma maior quantidade desse radiofármaco.

Estrutura da molécula de FDG

Os átomos de flúor-18, presentes na molécula de FDG, emitem pósitrons, que ao colidir com elétrons liberam radiação gama, que será captada pelo tomógrafo.

Esquema representando a colisão entre um pósitron e um elétron, com a liberação de radiação gama

O tomógrafo registra as imagens de acordo com um gradiente de cores, diferenciando-se, assim, o metabolismo da glicose no cérebro para cada região do cérebro.

Imagem fornecida por um tomógrafo, em que se pode verificar a diferença do metabolismo de glicose nas regiões do cérebro por meio das cores fornecidas pelo monitor. Na imagem é mostrado o metabolismo de glicose de um cérebro normal comparando-o com o metabolismo de glicose de um portador da Doença de Parkinson
 
Tal método pode ser utilizado para diagnosticar diversas patologias, como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo, em que se sabe quais regiões do cérebro costumam apresentar um maior metabolismo de glicose em relação aos padrões comuns.


Respondida! Espero que tenham gostado, em breve responderei à 1ª pergunta (do grupo Extremos da Tolerância Humana) e o Vini aparecerá aqui para responder à 2ª pergunta! Não percam! =)

Abraços a todos e até a próxima!
Lucas Shiratori MED92

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domingo, 28 de novembro de 2010

Bioquímica da Depressão


Bom dia pessoal!


Aqui é o Lucas Shiratori mais uma vez e eu vim falar sobre a depressão, conforme prometi no post anterior. Antes de mais nada, vou conceituar a depressão para então descrever sua bioquímica e o funcionamento dos antidepressivos.

Conceito
A depressão é um transtorno mental que pode significar tanto um sintoma de vários distúrbios emocionais quanto uma doença mental e, como os gráficos do meu post anterior mostra, a OMS divulgou que sua incidência é notavelmente maior em mulheres. A psicopatologia (ciência que estuda os estados psíquicos patológicos) identifica a depressão por meio da verificação de três sintomas fundamentais:

1. Sofrimento moral – sintoma mais marcante da depressão, o paciente se considera muito inferior aos outros, sentindo-se incompetente, fraco, inútil, indigno e rejeitado.

2. Inibição psíquica – Fadiga, lerdeza, perda da capacidade de tomar decisões, lentidão psicomotora, desinteresse e comprometimento da consciência.

3. Estreitamento Vivencial/Anedonia – Significa incapacidade de sentir prazer. O paciente não consegue encontrar motivos para se animar.

Além desses sintomas, há outros que costumam aparecer em pacientes depressivos, como perda de sono e apetite, dificuldade de concentração, pessimismo e, até mesmo, dores corporais e enjôos. Lembrando que a depressão pode ser causada por fatores internos (biológicos) e por fatores externos (ambientais)


Funcionamento da Depressão
Há várias hipóteses que tentam explicar a fisiopatologia e a bioquímica da depressão, colocarei aqui aquelas que possuem maior aceitabilidade e credibilidade no meio científico.

Conforme o Nelson e o Bruno explicaram em seus posts anteriores, os neurônios pré-sinápticos liberam neurotransmissores que estimularão ou inibirão o neurônio pós-sináptico. Os neurotransmissores, após saírem do neurônio pré-sináptico por exocitose, acoplam-se a neuroreceptores específicos do neurônio pós-sináptico, o que provoca um aumento da condutância da membrana plasmática pós-sinática a íons sódio e potássio.
A depressão está relacionada ao hipofuncionamento bioquímico da atividade de certos neurotransmissores, sendo que a noradrenalina, a dopamina, e a serotonina (5-hidroxitriptamina ou, simplesmente, 5-HT) merecem importante destaque. A sensibilização e o número
de neuroreceptores específicos também têm notável influência na depressão.

Analise as figuras a seguir:
 













______________________________________














 




Como se pode perceber, na depressão, o número de neurotransmissores disponíveis na fenda sináptica é muito inferior ao número de neuroreceptores específicos, e é isso que determina a ação dos antidepressivos.

Uma das principais classes de antidepressivos é a dos tricíclicos, cujo local de ação é no Sistema Límbico. Os antidepressivos tricíclicos podem atuar diminuindo a recaptação (pelo neurônio pré-sináptico) dos neurotransmissores noradrenalina, dopamina e serotonina, aumentando sua disponibilidade na fenda sináptica e permitindo sua captação pelos neuroreceptores pós-sinápticos. Outra forma de atuação dos antidepressivos seria diminuindo o número de neuroreceptores específicos, o que também aumentaria o número de neurotransmissores disponíveis na fenda sináptica. Outra importante classe de antidepressivos é a dos inibidores da enzima MAO (monoamina oxidase), tal enzima é responsável por degradar a dopamina, serotonina e noradrenalina. Sua inibição iria, portanto, aumentar as concentrações desses neurotransmissores na fenda sináptica, diminuindo a depressão.


Desse modo, os sistemas noradrenérgico, serotoninérgico e dopaminérgicos são grandes responsáveis pela regulação do humor, sensação de bem-estar e o estado afetivo das pessoas.

É isso galera, espero que tenha ficado bom!
Qualquer crítica, dúvida e/ou sugestão, sintam-se livres para comentar aqui ou no nosso twitter:
                                                (@neuromed92)
 


Um grande abraço e obrigado por nos visitar!
Lucas Shiratori
MED 92

Referências Bibliográficas
- DSM-IV Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 4º Ed.
- CID: Código Internacional das Doenças, 10ª edição.
-
Revista Brasileira de Psiquiatria
- Artigo do http://www.wallstreetfitness.com.br/ de autoria do Dr. Marcos Muniz Moreira, médico especialista em Psiquiatria pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP)
 
- PsiqWeb, Portal de Psiquiatria: http://www.psiqweb.med.br/site/

sábado, 27 de novembro de 2010

Importância Social das Doenças Mentais


Alô galera!

Aqui quem fala é o Lucas Shiratori (ou Giratório para os mais íntimos) e hoje vim explicar o quão importante é o estudo das Doenças Mentais.

Conforme prometemos em nosso pré-projeto, daremos, por meio desse post, o enfoque social da importância das Doenças Mentais.
As doenças mentais representam cerca de 12% de todas as doenças que acometem toda a população mundial. E, de acorda com estimativas da OMS (Organização Mundial da Saúde), haverá um aumento de 15% de sua freqüência até o ano de 2020. Além disso, os transtornos mentais e comportamentais atingem ou atingiram, em pelo menos uma fase da vida, uma pessoa a cada quatro em todo o planeta, ou seja, 25% de toda a população mundial! Sendo que no Brasil a tendência de uma pessoa apresentar tais desordens chega a ser de 31% a 50%! (de acordo com a Revista Brasileira de Enfermagem).

Os segredos do doente mental são, na maioria dos casos, a chave para se descobrir o que originou a doença. Muitas vezes a irracionalidade do doente é, na verdade, resultado de alguma experiência vivida que afetou drasticamente seu modo de viver. A diferença de um doente mental para uma pessoa normal é a intensidade da reação de tal experiência, que acaba sendo muito exagerada tornando a pessoa uma doente mental (quando não existem pré-disposições genéticas). Tais doentes enfrentam severas dificuldades no meio social, o que não só contribui para piorar o estágio da doença como dificultam a busca por tratamento. O número de mortes por doenças mentais cresce assustadoramente a cada ano que passa, sendo que as lesões autoprovocadas (inclusive o suicídio) merecem importante destaque, uma vez que foram a causa de aproximadamente 814.000 mortes no ano 2000. Nosso papel como cidadão é estar ciente de sua situação e nunca negar ajuda a eles.
Confira abaixo alguns gráficos divulgados pela OMS no livro “The World Health Report”, mas antes se faz necessário explicar um conceito elaborado pela Escola Pública de Saúde de Harvard, Banco Mundial e a OMS: o AVAI (ano de vida ajustado por incapacidade) é um parâmetro que quantifica a carga das doenças, que leva em conta os anos perdidos de vida por mortes prematura e os anos em que não se pode desfrutar de saúde plena, ou seja, simplificadamente, 1 AVAI = 1 ano perdido de vida saudável, que é a soma dos anos perdidos pela morte prematura causada pela doença acrescida aos anos perdidos por incapacidade. Exemplo: uma mulher sofre um acidente que causa a sua morte, se sua expectativa de vida fosse de viver mais 40 anos, então ela perderia 40 AVAI, ou seja, quanto maior a quantidade de AVAI, maior é a carga de uma doença.

Clique na imagem para melhor visualizá-la.


Gráfico 1:

Gráfico 2:

Referências Bibliográficas:
- Organização Mundial da Saúde / World Health Organization: Burden of Mental and Behavioural Disorders (capítulo 2)
- Organização Mundial da Saúde / World Health Organization: The World Health Report
- Psicogênese das Doenças Mentais, de C.G. Jung
- Revista Brasileira de Enfermagem (volume 62 no.5 Brasília Setembro/Outubro 2009)



Lucas Shiratori MED 92

O próximo post de doenças mentais será escrito por mim e mostrarei os aspectos bioquímicos da Depressão e sua fisiopatologia, correlacionando-a com os Neurotransmissores,  não percam!

Espero que tenham gostado e se conscientizado acerca dessa classe de enfermidades com as quais devemos cada vez mais tomar cuidados especiais.

Um grande abraço a todos e a gente se vê na próxima!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Doenças Mentais: Neurose e Psicose

Salve, geral!

     Aqui quem escreve é o Vinícius! Eu vim dar o pontapé inicial na parte de Doenças Mentais, para que possamos sanar todas as dúvidas que vocês tiverem!
     Como esse é um post introdutório, não vou me focar na bioquímica das doenças, mas sim em suas classificações e definições! Mais tarde, o Lucas Giratório virá apresentar para vocês dados da Organização Mundial de Saúde que ajudarão a entender a importância de se estudar os transtornos mentais!

     Sem mais delongas, vamos às definições! A Psicanálise dividiu as doenças mentais em dois grandes grupos: as neuroses e as psicoses. Embora alguns conceitos tenham mudado desde a difusão dessas idéias por Freud, ainda hoje se utiliza essa classificação no meio acadêmico.

     De acordo com o Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (Manual Diagnóstico e Estatístico de Doenças Mentais), o DSM IV, a neurose é um quadro no qual o paciente tem uma reação psicológica exagerada em relação a uma experiência vivida (o popularmente chamado de trauma psicológico). O neurótico possui plena consciência do seu problema, não possuindo problemas sérios quanto à autodeterminação e à sua capacidade de discernimento. Assim, diz-se que a neurose é uma maneira da pessoa ser e reagir à vida.
     De acordo com a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID 10), os transtornos neuróticos são classificados em diversos grupos. Abaixo, seguem os principais:
          • transtornos fóbico-ansiosos
          • transtornos de ansiedade
          • transtornos obsessivo-compulsivos
          • reações de estresse e transtornos de ajustamento
          • transtornos dissociativos
          • transtornos somatoformes
     É necessário frisar que o uso da palavra neurótico como sinônimo de louco, além de ser pejorativo, é incorreto sob o ponto de vista médico.

     A psicose, por sua vez, é classificada pelo DSM IV como sendo um quadro no qual há comprometimento do funcionamento mental e perda da noção de realidade. Ela se manifesta por delírios, alucinações, mudança súbita de sentimentos, perda de memória, regressão egóica e retraimento social.
     O CID 10 classifica os transtornos psicóticos, assim como os neuróticos, em diversos grupos. Seguem alguns dos mais importantes:
          • transtornos orgânicos
          • transtornos devido ao uso de substância psicoativa
          • transtornos esquizotípicos e delirantes
          • transtornos de humor
          • transtornos somatoformes
          • transtornos emocionais
     Maiores detalhes de cada transtorno, seja psicótico, seja neurótico, serão dados quando abordarmos doenças relativas a ele, para que possamos nos valer de exemplos práticos, facilitando a compreensão!



     Então é isso, pessoal. A partir de agora, meus posts focarão a parte bioquímica dos transtornos, mas é claro que não vamos deixar de lado os aspectos mais importantes de cada doença! Aguardem muitas novidades: tudo de mais recente no meio científico será trazido para cá!
     Fiquem à vontade para perguntar, nós estamos aqui para tentar tirar as suas dúvidas!
     Um grande abraço a todos!
          Vini

Bibliografia

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Drogas: o que são e como promovem o vício?


Olá, pessoal!
Aqui quem fala é o Diogo, mas podem me chamar de Dig's.
Para que, ao longo do blog, possamos discutir de maneira mais específica sobre cada uma das drogas, é necessário que falemos de questões simples e muito importantes sobre as mesmas neste primeiro post.
            Mas, de maneira bem geral, o que são as drogas?



Podemos defini-las como substâncias exógenas capazes de modificar uma função biológica através de suas ações químicas. 

           É curioso imaginar como substâncias que são produzidas fora do nosso organismo podem influenciar tanto em seu funcionamento, não é mesmo? Isso ocorre devido ao fato de que, na maioria dos casos, as moléculas interagem com proteínas específicas presentes nas células: os receptores. Uma vez que existem diversos receptores em células de órgãos diferentes, a ligação da droga provoca o aparecimento de efeitos variados, como agitação, sonolência, tremores e alucinações, por exemplo.



Na figura a seguir, podemos ver a ilustração de uma sinapse, mostrando os neurônios envolvidos, os neurotransmissores (amarelos), os receptores (azuis e rosa) e a presença de moléculas de cocaína (verdes), uma droga psicoestimulante.


Sinapse dopaminérgica, com a presença de moléculas de cocaína atuando em receptores do neurônio pré-sináptico.
 
Dependendo das propriedades químicas de cada composto, o tempo, a intensidade e os efeitos da ação de cada droga poderão ocorrer de maneira distinta, variando, até mesmo, de pessoa para pessoa.
Há drogas que, uma vez utilizadas, conseguem alcançar os neurônios do sistema nervoso central, influenciando o funcionamento das transmissões sinápticas. Essas substâncias são chamadas de psicotrópicas. Elas podem, então, simular ou potencializar os efeitos dos neurotransmissores, inibir a ação dos mesmos e alterar a sua síntese e degradação (agindo nas enzimas envolvidas). 

Ao considerarmos a legislação vigente, as drogas são classificadas em lícitas ou ilícitas. As primeiras são aquelas de produção e comercialização livres, aceitas pela sociedade e capazes de produzir menor impacto na saúde dos indivíduos. Como exemplos, podemos citar as bebidas alcoólicas e o cigarro. As drogas ilícitas, por sua vez, são proibidas pela legislação e podem provocar efeitos mais nocivos ao homem. O crack, a heroína e a maconha são exemplos de drogas ilícitas.

No entanto, as drogas, sejam lícitas ou ilícitas, podem levar o indivíduo ao uso compulsivo. Denominamos dependência e drogação o quadro em que os indivíduos compulsivos por drogas as utilizam de maneira abusiva e repetitiva. Ambos são termos muito parecidos, mas denotam conceitos diferentes. Veja:

- a dependência (ou dependência física) consiste nas adaptações que ocorrem no organismo humano frente à presença da droga. É devido à dependência que os sinais de abstinência surgem quando o indivíduo não se expõe à droga;
- a drogação (ou dependência psicológica), por sua vez, está relacionada à parte mental do vício, ao forte impulso que leva a pessoa a consumir novamente a substância. É como uma sensação de “querer a droga mesmo sem gostar de utilizá-la”.

           Acredito que todos nós já tenhamos visto ou ouvido falar de pessoas que, ao usarem drogas, modificaram o seu dia-a-dia para o consumo dessas substâncias. Por que isso ocorre? Atualmente, a explicação mais aceita para o vício está relacionada com a dopamina e sua ação no núcleo accumbens, um pequeno conjunto de neurônios presentes abaixo do córtex cerebral. Ele faz parte do sistema límbico, o grande controlador de nossas emoções, e está relacionado com as sensações prazerosas.

Sistema límbico, o grande controlador de nossas emoções.


Fórmula estrutural da molécula de dopamina.


Representação do encéfalo e do tronco encefálico, apontando as estruturas cerebrais que fazem parte do sistema límbico. Note a localização do núcleo accumbens.
 
As drogas que causam o vício são psicotrópicas e capazes de aumentar as concentrações de dopamina na fenda sináptica de neurônios envolvidos com o núcleo accumbens. Como resultado, os sintomas indesejáveis do estado de abstinência são aliviados. A partir daí, todas as vezes em que quiser atenuar os sintomas da abstinência, o consumidor da droga se sentirá impelido a utilizar a droga, tornando-se um dependente químico.





A freqüência de exposições à droga e a dose necessárias para que uma pessoa se torne dependente da mesma varia de acordo com o potencial de dependência física e química do composto em questão.

Nos próximos posts sobre as drogas, falaremos de maneira mais específica sobre cada droga, abordando sua composição química, suas fontes naturais e sua ação no organismo. Além disso, procuraremos abordar sobre as doenças, sintomas e tratamentos relacionados com as mesmas.

Ah! E fique ligado: traremos informações sobre medicamentos de controle especial e muito mais!

Até a próxima!

Diogo Araujo – MED92


Referências Bibliográficas:
- KATZUNG, B. G; Farmacologia Básica e Clínica. 10ª ed. São Paulo: editora McGrall Hill, 2007.  
- http://www.mundoeducacao.com.br/drogas/drogas-licitas-ilicitas.htm
- RANG & DALE;  Farmacologia. 6ª Ed. Rio de Janeiro: editora Elsevier, 2007.